Aqui está minha riqueza
Este poema indefinido
Querendo mostrar a face nua
Daquele que confia - em quem confia?
(...)
Ainda assim é virtude
Mesmo sendo isto o bastante para a perda
Da guia que segue-se
Sem ser em direção acertada...
Mostro-me agora sem vestes
Sem escudo
Sem asas, não voarei mais
A liberdade foi-se por vontade
E o que resta pertence a Ti
E resta muito
Resta-me a minha alma
Que poderá também estar
Perdendo-se
Mas não, não é assim...
Aqui está meu tesouro
Esta folha rabiscada
Com desenhos significando
Uma coragem suprema
Aqui encontro-me agora
Desenhando para Ti
O meu destino
Com palavras incertas
Como grãos de areia jogados ao vento
Aqui está minha riqueza
Este poema insólito
Contando cada passo do regresso de alguém
Ao Lar...
Que não é meu
Que está entregue
Que não é muito
Mas faz parte de mim
Como o ultimo suspiro
Apesar de ser o ultimo
Ainda faz parte da vida.
Moisés de Brito
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